21/11/2015 12h41 - Atualizado em 21/11/2015 13h50

Acessibilidade e Inclusão


Municípios da AMUPLAM discutiram o que estão fazendo pela acessibilidade

Os municípios que integram a região da AMUPLAM estiveram reunidos na última quarta-feira, dia 18/11, para avaliar a situação em que se encontram as políticas para pessoas com deficiências, especialmente sobre a realidade da acessibilidade e sua inclusão na mobilidade das cidades.

A reunião foi realizada no auditório da Igreja Batista Esperança, de Ijuí, e fez parte do Fórum Permanente da Política Pública Estadual Para Pessoas com Deficiências e Pessoas com Altas Habilidades, coordenado pela FADERS em todo o RS, através de audiências regionais.

Representando Pejuçara  e o prefeito municipal na abertura do evento, compareceu o Coordenador Municipal de Trânsito Oneide Gelatti. Também acompanharam toda a programação do fórum a Coordenadora do CRAS Juliana Quevedo e a psicóloga Cláudia Matthes.

O principal pronunciamento foi do presidente da FADERS Roque Backof, que pediu o comprometimento dos gestores públicos em oferecer melhores condições de acessibilidade para quem precisa. Para ele, “a oferta de acessibilidade, além de passar por mudanças arquitetônicas, depende do comportamento da população”.

Outro ponto debatido foi sobre o entendimento da legislação, no sentido de que ela não é nenhum favor. Roque Backof disse que já se percebe alguns avanços, “não tanto quanto gostaríamos que fosse” - reclamou o presidente - mas aumentaram as ofertas no mundo do trabalho e houve uma sensível melhoria na adequação dos espaços urbanos.

Durante o evento, uma intérprete de libras esteve ao lado da mesa principal traduzindo as falas para a linguagem dos sinais. Isso permitiu aos deficientes auditivos presentes acompanhar todos os pronunciamentos e demais atividades da programação.

Ao final, o presidente da FADERS Roque Backof também se queixou que o preconceito é um dos maiores entraves para o avanço das políticas para pessoas com deficiência. Roque criticou quem acha que elas não são capacitadas para certos empregos e que não estão presentes na vida social.

“Muitos desconhecem que a razão maior é o fato delas não poderem sair do confinamento de suas casas devido a falta de acessibilidade” alertou Roque Backof. “Quando saem ainda tem que contar com a sorte para encontrar as vagas, nos lugares reservados, que são ocupadas por motoristas oportunistas” concluiu.

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